Outubro 25 2013

"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"


QUINTO CAPÍTULO 

Uma comida rara

Comecei a frequentar a casa de Luisa Piccarreta na idade de cinco anos, conduzido por minha tia Rosaria.

Já com mais idade, levaba sempre para Luisa cestos cheios de fruta fresca que me pai colhia em nossas terras.

Em várias ocasiões minha tia me fazia ficar para comer na casa dos Piccarreta. Luisa não comia conosco, porque estava na cama, em seu quarto, e ali consumia os poucos grãos de alimento que ingeria diariamente.

Um dia, impulsionado pela curiosidade, me pus a observar o menu que se preparava para Luisa: num único prato estava toda sua comida.

Era domingo, para nossa família o dia das batatas com arroz. No prato destinado a Luisa não puseram mais de cinco ou seis batatas e três ou quatro uvas. 

Minha tia, ao observar meu estupor, me olhava com rosto compadecido e sorridente. Em certo momento me disse: «Leva este prato a Luisa». Eu, mais surprendido que nunca, tomei o prato e o levei ao quarto de Luisa, que estava na cama. 

Acabava de terminar trabalho de bordado e sobre suas pernas se achava colocado um escabelo, coberto por uma manta, onde pus o prato que lhe entreguei. 

Olhou-me profundamente com seus olhos grandes, sem dizer-me nada; logo, tomou uma uva e me meteu na boca. Saí de seu quarto,enquanto Luisa começava a consumir sua pouca comida. 

Apenas me havia sentado à mesa quando escutamos soar uma campainha. Minha tia se levantou repentinamente, tomou uma bandeja e se dirigiua ao quarto de Luisa.

 Eu, instintivamente, a segui e, involuntariamente, assisti a um fenômeno que me deixou perplexo. Luisa devolveu todo o alimento, intato e inteiro, que havia comido. 

O mais extraordinário é que não sentiu mal estar nem a moléstia que normalmente acompanha o vômito. 

Minha tia tirou o escabelo dos joelhos, o depositou a um lado do quarto, correu as cortinas da cama, cerrou as persianas e me disse: «Vamo-nos, porque Luisa deve orar». 

Ao voltar para casa, contei tudo para minha mãe, mas ela não mostrou surpresa alguma, pois desde fazia tempo que conhecia esse fenômeno. 

Na prática, Luisa nem comia nem bebia; só vivia da Divina Vontade. 

Esse fenômeno durou quase setenta anos, com vicissitudes alternadas. Por obediência a seus confessores, devia comer ao menos uma vez ao dia, mesmo que de imediato devolvia tudo. 


publicado por emtudosomenteavontadededeus às 23:10
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